terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
domingo, 1 de julho de 2012
Linha de Frente entrevista Paulinho Carvalho
Nessa segunda-feira, 02/07/2012, o Linha de Frente traz uma entrevista com um dos mais conceituados e respeitados músicos brasileiros: o contrabaixista mineiro Paulinho Carvalho.
Com mais de 40 anos de carreira profissional, Paulinho Carvalho atuou com artistas como Milton Nascimento, Lô Borges, Beto Guedes, Flávio Venturini, Toninho Horta, Hélio Delmiro, Simone, Gal Costa, Caetano Veloso, tendo participado do movimento musical "Clube da Esquina", que apresentou um estilo de música, originado de Minas Gerais, respeitado no mundo inteiro, "um estilo harmonicamente muito rico" em suas próprias palavras.
Vale a pena conferir essa entrevista, com esse ícone da música brasileira e de Minas Gerais.
Tendo iniciado seus estudos musicais aos 15 anos, com o violão, e "construído" o seu primeiro contrabaixo adaptado de uma guitarra, Paulinho Carvalho iniciou a sua carreira profisional aos 18 anos, tendo gravado o primeiro LP, AVia Lactea de Lô Borges.
A partir daí, a sua carreira foi intensificada, tendo gravado mais de 150 álbuns, 10 deles com Milton Nascimento e feito turnês em todo o mundo. Uma biografia inspiradora, que vale a pena conferir no Portal Linha de Frente.
Com mais de 40 anos de carreira profissional, Paulinho Carvalho atuou com artistas como Milton Nascimento, Lô Borges, Beto Guedes, Flávio Venturini, Toninho Horta, Hélio Delmiro, Simone, Gal Costa, Caetano Veloso, tendo participado do movimento musical "Clube da Esquina", que apresentou um estilo de música, originado de Minas Gerais, respeitado no mundo inteiro, "um estilo harmonicamente muito rico" em suas próprias palavras.Vale a pena conferir essa entrevista, com esse ícone da música brasileira e de Minas Gerais.
Tendo iniciado seus estudos musicais aos 15 anos, com o violão, e "construído" o seu primeiro contrabaixo adaptado de uma guitarra, Paulinho Carvalho iniciou a sua carreira profisional aos 18 anos, tendo gravado o primeiro LP, AVia Lactea de Lô Borges.
A partir daí, a sua carreira foi intensificada, tendo gravado mais de 150 álbuns, 10 deles com Milton Nascimento e feito turnês em todo o mundo. Uma biografia inspiradora, que vale a pena conferir no Portal Linha de Frente.
quarta-feira, 27 de junho de 2012
Internet e Músicos - aliados inseparáveis
Observe essa foto. Ela é a reprodução da revista Veja de 22/06/2012 e
traz a notícia de uma cantora inglesa, nome artístico "Birdy", que foi
descoberta no ano passado através do Youtube e agora está desembarcando o
seu primeiro CD no Brasil.

Essa pequena nota traz informações valiosas: é cada vez mais forte a influência de sites como Youtube e Vimeo para a divulgação de músicos (não apenas músicos) e a democratização da informação está contribuindo para tirar de um pequeno grupo o poder de impor ao público quem será o próximo músico que ele irá ouvir e gostar.
Isso abre para muitos músicos talentosos que antes tinham grande dificuldade em divulgar os seus trabalhos, a oportunidade de se mostrar ao mundo e conseguir alcançar o seu público.
Aliado a essa facilidade de acesso a seus trabalhos, o surgimento de equipamentos de áudio e vídeo a preços acessíveis, permite que seja possível apresentar os seus trabalhos com qualidade profissional a um custo muito inferior ao que era possível fazer cinco anos atrás.
Por outro lado, essas facilidades criam uma armadilha que deve ser levada em conta, na hora de divulgar o seu trabalho: vídeos mal feitos, sem um mínimo de cuidado, com problemas de áudio e filmados em locais pouco adequados, criam uma impressão de amadorismo que pode acabar prejudicando a divulgação do trabalho do músico, ao invés de ajudar.
Além disso, é preciso tomar cuidado com o chamado efeito "vôo de galinha", ou seja, o lançamento de um vídeo que vai "bombar" por uma semana na internet e depois vai desaparecer, por ser algo apelativo, porém sem nenhuma consistência.
Tomados os devidos cuidados, essa ferramente certamente vai contribuir em muito para o crescimento e a manutenção da carreira do músico e deve ser usada de forma sensata e profissional para se tornar um ponto a seu favor.

Essa pequena nota traz informações valiosas: é cada vez mais forte a influência de sites como Youtube e Vimeo para a divulgação de músicos (não apenas músicos) e a democratização da informação está contribuindo para tirar de um pequeno grupo o poder de impor ao público quem será o próximo músico que ele irá ouvir e gostar.
Isso abre para muitos músicos talentosos que antes tinham grande dificuldade em divulgar os seus trabalhos, a oportunidade de se mostrar ao mundo e conseguir alcançar o seu público.
Aliado a essa facilidade de acesso a seus trabalhos, o surgimento de equipamentos de áudio e vídeo a preços acessíveis, permite que seja possível apresentar os seus trabalhos com qualidade profissional a um custo muito inferior ao que era possível fazer cinco anos atrás.
Por outro lado, essas facilidades criam uma armadilha que deve ser levada em conta, na hora de divulgar o seu trabalho: vídeos mal feitos, sem um mínimo de cuidado, com problemas de áudio e filmados em locais pouco adequados, criam uma impressão de amadorismo que pode acabar prejudicando a divulgação do trabalho do músico, ao invés de ajudar.
Além disso, é preciso tomar cuidado com o chamado efeito "vôo de galinha", ou seja, o lançamento de um vídeo que vai "bombar" por uma semana na internet e depois vai desaparecer, por ser algo apelativo, porém sem nenhuma consistência.
Tomados os devidos cuidados, essa ferramente certamente vai contribuir em muito para o crescimento e a manutenção da carreira do músico e deve ser usada de forma sensata e profissional para se tornar um ponto a seu favor.
terça-feira, 19 de junho de 2012
Músico é profissão?
Essa semana eu estava em um evento e, acidentalmente, ouvi
uma conversa entre dois homens que aparentemente não se viam há muito tempo.
Vou tentar reproduzir o que eu ouvi:
1) - Você por aqui? Há quanto tempo? Desde o ensino médio não nos vemos!
2) – Poxa! Digo o mesmo! Engordou, hein?
1) - É, e então, como vai? O que
você está fazendo?
2) - Bom, eu sou dentista.
1) - Ah, legal, dentista. Mas profissionalmente ou você atua apenas como um hobby?
2) - Como assim? Eu sou dentista, me formei na faculdade!
1) Ô, não sabia que tinha
faculdade pra dentista. Pensei que você tinha começado a praticar naquela época
do colégio, quando a gente praticava junto, como um hobby, e depois foi exercendo a
atividade...
2) - Não, eu estudei, me formei e trabalho com isso.
1) - Mas a grana não deve ser muito boa né? E pra ganhar a vida de
verdade você tem outra atividade? Porque só como dentista deve ser difícil.
2) - Não, não, eu sou dentista formado, trabalho com isso e vivo disso,
só. Não tenho outra atividade.
1) - Cara, eu admiro você pela sua coragem em colocar seu sonho acima
de grana ou qualquer outra coisa... Eu imagino que não deve ser fácil.
2) – É, quando meus pais souberam que eu queria ser dentista foi uma
confusão, mas por fim eles acabaram se conformando. Eles na verdade queriam que
eu fosse músico...
Você, é claro, já percebeu que esse diálogo é uma ficção.
Mas se eu tivesse trocado o “músico” pelo “dentista” e o “dentista” pelo “músico”
você até acreditaria que eu realmente ouvi essa conversa.
Então eu volto à pergunta do título: músico é profissão?
Eu já vi muitas pessoas escolherem carreiras como as de médico,
dentista, advogado, engenheiro, entre uma série de outras mais por pressão do
que por vocação. Você também conhece, certamente. Pessoas que tocavam algum
instrumento, eram excelentes músicos mas deixaram a carreira em troca de uma
profissão que supostamente vai oferecer uma segurança financeira maior.
No entanto, eu não me lembro de ter visto um ÚNICO músico sequer que não
quisesse ser, com toda a sua alma, músico.
Todo músico é apaixonado por sua profissão (Opa! É profissão
ou não é?). Essa diferença para outras profissões (poucas tem 100% de
apaixonados por sua profissão) é uma benção, mas também pode ser uma maldição
(tem que exagerar um pouquinho para chamar a atenção).
Por serem completamente apaixonados por sua profissão (“Opa”
de novo) muitos que decidem seguir na música não tratam a sua carreira como os
profissionais de outras áreas o fazem, tais como advogados, admnistradores, engenheiros...
Assim, se preocupam muito com a música que fazem (é claro, a parte mais importante), mas deixam de lado pontos essenciais para qualquer profissão:
marketing, comportamento profissional, assiduidade, pontualidade, só para citar
alguns.
É necessário que os músicos tomem consciência de que a
música é, sim, uma profissão, e, como qualquer profissional, eles estão
sujeitos às leis de mercado. O "plus" da atividade musical é que a música é uma
atividade artística, mas isso não anula a necessidade de ser visualizada como
qualquer outra profissão. Ou você acha que um administrador, dentista ou
advogado consegue ser bem sucedido (e não falo apenas em dinheiro, mas em
reconhecimento e satisfação profissional) se não souber se divulgar e manter uma postura que
imponha respeito e admiração?
Nas entrevistas que temos feito com músicos conceituados e
com carreiras já consolidadas no mercado, observamos o cuidado que todos eles
têm com imagem, marketing, profissionalismo. E todos eles foram unânimes em
afirmar que tocar bem é uma obrigação do músico, assim como saber operar bem é
uma obrigação do cirurgião, e o que faz a diferença entre um excelente
cirurgião (ou músico) renomado e um excelente cirurgião (ou músico) que não tem
o reconhecimento devido são os outros pontos (outra vez: imagem, marketing, profissionalismo...).
Um músico, como todo profissional é formado pelo tripé (ou
seria tríade?) ser humano + profissional + produto. O que ele é como pessoa, seu caráter, como ele se comporta profissionalmente e como ele se apresenta para o público, patrocinadores, imprensa.
Gostaria de saber a sua opinião a respeito do assunto.
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